27 de novembro de 2011

Por que a igreja muda?


Placa de sinalização de trânsito
Os cristãos que reclamam do Cristianismo contemporâneo diferir do praticado pela igreja primitiva não entendem que não há como permanecer isento de mudanças. Quanto maior uma igreja fica, e à medida que o tempo passa, mais descaracterizada ela se torna em relação a sua origem.

O Cristianismo, tendo nascido no Judaísmo, já surgiu com a intenção de permitir o ingresso de não-judeus. Portanto, quanto maior o grupo se tornava, mais ele se afastava de alguns costumes e práticas judaicas típicas. Todo grupo social, para que cresça, precisará do ingresso de novos integrantes que trarão novas características ao grupo original.

Inovações também aparecem ao longo do tempo. A mensagem cristã está na Terra há cerca de dois milênios e, conforme os líderes e os membros foram sendo substituídos por seus descendentes, novas ideias e práticas surgiram, algumas da quais se chocaram com as de gerações anteriores. Todo grupo social, com o passar dos anos, perde algumas características e ganha outras. Isto é natural, normal, já ocorreu e vai continuar acontecendo.

Lutam em vão aqueles que rebelam-se contra sua igreja local, sua denominação religiosa ou o próprio Cristianismo pelo fato de ser passível de mudanças. Ao crescer, e por ter uma mensagem que perdurará até Cristo voltar, a religião cristã de hoje tornou-se diversa daquela da era apostólica e as igrejas diferentes de quando surgiram. Desde que preservem uma teologia cristocêntrica, uma fé bíblica e valores coerentes, não há problema algum em acolher o novo.

Imagem: sxc.hu, adaptada

Receba nossas atualizações:


Divulgue esta postagem:

0 comentários:

Postar um comentário