
Essa semana, em 31 de outubro, fez 494 anos que Lutero, tido como pai da Reforma Protestante, afixou na catedral de Wittemberg, na Alemanha, as 95 teses. Esse evento é tido como um marco no surgimento do protestantismo. Ao contrário do que muitos pensam, contudo, os questionamentos à igreja oficial sempre existiram, começaram antes de Lutero, persistiram depois, e, de tempos em tempos, uma nova reforma se faz necessária no seio da comunidade cristã.
Aquela não era a primeira vez que se questionava a autoridade do bispo de Roma sobre toda a igreja, basta lembrar que a Igreja Ortodoxa Oriental antecede Lutero em cerca de 500 anos. Contudo, para a comunidade cristã ocidental, a Reforma representou o cisma mais importante. Os maiores expoentes na Reforma Protestante foram Lutero e Calvino, mas não podemos esquecer de personagens como João Huss, Zuínglio, os irmãos Wesley e, internamente à própria igreja romana, São Francisco de Assis. Por mais que o ex-bispo alemão, doutor em teologia, seja o mais famoso e, certamente, aquele que legou uma data simbólica para todos os protestantes, a Reforma já havia iniciado antes dele.
Como uma casa com problemas precisa de conserto, de reforma, assim era o cristianismo do século XVI. Os clérigos extorquiam os fiéis, promoviam e participavam da prostituição, enfim, eram coniventes com o pecado. É inegável que o levante que atingiu seu clímax há cerca de 500 anos fez a igreja avançar. Até mesmo o catolicismo melhorou, apesar de ainda conter práticas que se chocam com as ideias protestantes.
Entretanto, vemos hoje um desenho muito semelhante àquele do século XVI. Por mais triste que seja, denúncias de extorsão à fé, corrupção, prostituição, crimes, enfim, prática e conivência com o pecado, estão de volta às comunidades cristãs de forma generalizada. Pior ainda, se originaram entre aqueles que combateram essas práticas há 500 anos: os protestantes (vulgo evangélicos). E, apesar de não serem a maioria, esses professos líderes espirituais causam um estrago tremendo ao anúncio das Boas Novas.
Um novo levante parece se fazer necessário e, na era digital, de mudanças rápidas e de circulação acelerada de informações, os movimentos se tornam conhecidos de maneira mais extensa. É urgente uma reforma hoje, e os cristãos, mais instruídos e com maior acesso às notícias, devem saber separar o joio do trigo, devem renunciar a um evangelho legalista, proselitista, e não financiar aqueles que exploram o nome de Jesus comercialmente.
Veja também:
- Comentário sobre o filme "Lutero"
- "A nova reforma protestante": comentários sobre a reportagem de capa da Época
Aquela não era a primeira vez que se questionava a autoridade do bispo de Roma sobre toda a igreja, basta lembrar que a Igreja Ortodoxa Oriental antecede Lutero em cerca de 500 anos. Contudo, para a comunidade cristã ocidental, a Reforma representou o cisma mais importante. Os maiores expoentes na Reforma Protestante foram Lutero e Calvino, mas não podemos esquecer de personagens como João Huss, Zuínglio, os irmãos Wesley e, internamente à própria igreja romana, São Francisco de Assis. Por mais que o ex-bispo alemão, doutor em teologia, seja o mais famoso e, certamente, aquele que legou uma data simbólica para todos os protestantes, a Reforma já havia iniciado antes dele.
Como uma casa com problemas precisa de conserto, de reforma, assim era o cristianismo do século XVI. Os clérigos extorquiam os fiéis, promoviam e participavam da prostituição, enfim, eram coniventes com o pecado. É inegável que o levante que atingiu seu clímax há cerca de 500 anos fez a igreja avançar. Até mesmo o catolicismo melhorou, apesar de ainda conter práticas que se chocam com as ideias protestantes.
Entretanto, vemos hoje um desenho muito semelhante àquele do século XVI. Por mais triste que seja, denúncias de extorsão à fé, corrupção, prostituição, crimes, enfim, prática e conivência com o pecado, estão de volta às comunidades cristãs de forma generalizada. Pior ainda, se originaram entre aqueles que combateram essas práticas há 500 anos: os protestantes (vulgo evangélicos). E, apesar de não serem a maioria, esses professos líderes espirituais causam um estrago tremendo ao anúncio das Boas Novas.
Um novo levante parece se fazer necessário e, na era digital, de mudanças rápidas e de circulação acelerada de informações, os movimentos se tornam conhecidos de maneira mais extensa. É urgente uma reforma hoje, e os cristãos, mais instruídos e com maior acesso às notícias, devem saber separar o joio do trigo, devem renunciar a um evangelho legalista, proselitista, e não financiar aqueles que exploram o nome de Jesus comercialmente.
Veja também:
- Comentário sobre o filme "Lutero"
- "A nova reforma protestante": comentários sobre a reportagem de capa da Época
Embora voce tenha razão quando fala que a reforma começou antes de Lutero, é importante lembrar que o cisma, nao foi um cisma de ideia ou ideologista, mas um cisma de interesse pelo poder dentro da Igreja. A reforma de Lutero essa sim, tem uma forma diferente pelo fato de não ser uma reforma de conveniencias, mas sim de conduta e modo de agir diante de DEUS.
ResponderExcluirJ. Santiago.